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Fonte: Jornal da
Tarde Claytom de Souza/AE
Só em
Santos, são13 os conjuntos de novos prédios (a maioria ainda na
planta) na área nobre da cidade, ou até 500 metros para dentro
da orla de sete quilômetros de extensão. Quatro deles no bairro
Ponta da Praia, que, até 2010, deve ter doze novas torres de
mais de vinte andares.
Além de se beneficiar do reflexo da ampliação do crédito e da
estabilidade econômica do país – que permite que as classes mais
altas comprem a sua segunda casa e que as classes mais baixas
saiam do aluguel e comprem a primeira –, a cidade de Santos já
sente os reflexos da futura injeção de empregos e renda na
cidade com a descoberta de petróleo na Bacia de Santos e a
ampliação do Porto. Em toda a cidade, o número de unidades
lançadas em 2008 chega a 4mil.
“Havia uma demanda reprimida na cidade, que está crescendo mais
em habitações de médio e alto padrão. Temos muitos compradores
que moram em Santos e também os paulistanos que gostam de vir
para a Baixada. Muitos aposentados também”, diz Lourenço Lopes,
da Real Consultoria. “Agora São Paulo tem praia”, completa.
São Vicente e Guarujá também experimentam o apetite das
construtoras. Em SãoVicente, município que ficou anos sem
lançamentos, agora são três os condomínios. Dois deles para
tanto moradores como veranistas, e um deles para a classe
econômica, com construção da Tenda e preço de R$465 mil a
unidade, com parcelas a partir de R$240 mensais.
No Guarujá, as praias de Astúrias e Enseada terão mais 600
apartamentos a partir deste ano, quando os empreendimentos
começam a ficar prontos. Um desses apartamentos já é do
curitibano Josiel Vaciski Barbosa, que comprou uma unidade do
Mareas, lançado pela Klabin Segall há menos de um mês na Praia
de Astúrias.
Josiel optou pelo Guarujá pela infra-estrutura da cidade.“Tenho
um filho de cinco anos, que, quando o apartamento estiver
pronto, já vai estar com oito. Achei que era melhor ir para um
lugar que tem tudo, não só dentro do condomínio como na cidade
mesmo”, explica o advogado, recém-chegado a São Paulo para
administrar a unidade paulista do seu escritório.E por um
apartamento de três quartos para poder receber amigos sem ter
muito trabalho.
Josiel não se importa de ter que esperar para poder desfrutar da
vista para o mar. “Apesar de não ter comprado o imóvel como um
investimento, tenho certeza de que, quando ficar pronto, já vai
estar valendo bem mais do que eu paguei. É um bom investimento
senão vou perder dinheiro”, completa. |
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